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REFERÊNCIA DO PROJECTO
INVESTIGADOR RESPONSÁVEL
Maria da Graça Índias Cordeiro
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TÍTULO
Polícias Organizações e Mudança: uma etnografia sobre identidades sócio-profissionais.
Police Workers, Organization and Change: Ethnography about Social and Occupational Identities.
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ÁREA CIENTÍFICA DE AVALIAÇÃO
UNIDADE DE I&D RESPONSÁVEL PELO PROJECTO
Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS)
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INSTITUIÇÃO PROPONENTE
Centro de Estudos de Antropologia Social - CEAS
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FINANCIAMENTO ATRIBUIDO
OBJECTIVOS SÓCIO-ECONÓMICOS
Promoção geral dos conhecimentos (investigação fundamental sem objectivo sócio-económico discriminado)
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PALAVRAS-CHAVE
Antropologia Urbana
Identidades sócio-profissionais
Antropologia das Organizações
Mudança sócio-cultural
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LISTA DOS INVESTIGADORES DOUTORADOS
[% de tempo completo no projecto] [Pessoa mês no projecto] [D: investigador com grau de Doutor]
Maria da Graça Índias Cordeiro [25%] [3] [D]
Bolseiro [100%] [12]
Susana Soares Branco Durão [100%] [12]
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NÚMERO DE ELEMENTOS DA EQUIPA DE INVESTIGAÇÃO
NÚMERO DE ELEMENTOS DOUTORADOS NA EQUIPA
RESUMO DO PROJECTO
Este estudo tem como objectivo investigar práticas e representações do trabalho policial na cidade de Lisboa, a partir de uma organização de polícia urbana, a Polícia de Segurança Pública (PSP). Um enfoque particular será dado às relações profissionais e às relações de género na polícia, num cenário de mudança sócio-organizacional desta instituição e da própria sociedade portuguesa dos últimos 20 anos. Assim, procura-se compreender, por um lado, as formas como o contexto de mudança organizacional afecta a realidade profissional e social, e por outro, como os mecanismos presentes nas relações sociais podem produzir efeitos de mudança e de resistência a esta mudança.
Importa então saber o que terá a antropologia a acrescentar ao quadro de estudos das polícias urbanas. Em primeiro lugar, pode dizer-se que, partindo da construção de um objecto como este, é possível contribuir para as discussões teóricas e metodológicas que vão constituindo o campo disciplinar da antropologia das organizações. Em segundo lugar, pretende-se, com a presente investigação, aliar o estudo das organizações à sua área matriz, os estudos urbanos. O meio policial será encarado como um "laboratório" privilegiado para construir um olhar particular sobre a cidade.
A PSP, enquanto organização de trabalho, é certamente uma das organizações mais complexas, com um grande número de subprofissões no seu seio, além de ser o maior corpo policial do país. Do ponto de vista institucional, não é de desprezar o peso histórico que esta tem tido na sociedade portuguesa. Desta forma, para a adequação da pesquisa aos objectivos de um estudo antropológico, orientado por metodologias qualitativas, amplamente testadas, que têm por base a realização de etnografias "ricas" com informação substantivada e uma análise detalhada dos fenómenos culturais, considera-se pertinente partir da observação focalizada numa organização, atenta aos vários eixos e à pluralidade de processos que a mesma integra.
Será importante apoiar a pesquisa numa dimensão comparativa - confrontando a polícia portuguesa e o seu percurso institucional com outras polícias do mundo e, sobretudo, da Europa, de modo a conhecer e dialogar com o que noutros países se produz sobre os temas que nos ocupam. Propriamente no contexto etnográfico da pesquisa, procuraremos também viabilizar a comparação: primeiro, entre dois micro-estudos de caso, a partir de duas esquadras de polícia com características sociais e envolvências sócio-urbanísticas diferentes; segundo, entre os vários níveis da organização, o administrativo e o operacional, procurando realizar a síntese entre as duas vias escolhidas para levar a cabo a pesquisa, o study up (Direcção Nacional, Comandos, Divisões da PSP) e o study down (esquadras e contextos da acção de trabalho na cidade).
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